"Idade de Kali", ou "idade do vício"
é um período que aparece nas escrituras hindus. É a última das quatro etapas
que o mundo atravessa. Escrituras como o Mahabharata e o Bhagavata Purana
apresentam Kali Yuga como uma era de crescente degradação humana, cultural,
social, ambiental e espiritual, sendo, simbolicamente, referida como Idade das
Trevas
Ao ler esta
descrição e observando o mundo a conclusão inevitável é que estamos lá, em Kali
Yuga, na idade das trevas onde todas as prioridades e valores humanos estão
completamente invertidos. Este sim é o caminho da autoextinção. Somos parasitas
deste planeta, um erro cósmico que se vai autodestruir, esta humanidade tem de
desaparecer para que se abram as portas a uma nova Era mais Humana.
Estamos a assistir
na fila da frente á maior explosão da decadência humana, uma existência sem
sentido, onde o Deus é o dinheiro e o poder dado a quem o tem, os sacerdotes
desta nova religião. Não precisamos olhar para o mundo em geral, basta olhar
para fora das nossas portas. O ser humano como individual, não existe, é um
número em que mais um ou menos um não faz diferença, apenas carne para canhão.
No entanto leva a sua existência miserável a acreditar que é algo superior a
uma formiga, na ilusão que é livre e que faz da vida o que quer. Abram os
olhos, observem: a carneirada agarrada a um telefone num jantar de família,
ninguém se fala, não se conversa, apenas comem o prato de ração que lhes é
colocado em frente sem tirar os olhos do bicho e a ter crises de pânico se
acaba a bateria; morre um funcionário num hipermercado, tapa-se com
chapéus-de-sol para não se fechar a loja na hora de “fazer dinheiro”; a teia de
corrupção dos governos, a todos os níveis, roubam-nos e ainda agradecemos.
Liberdade? Onde? Somos Robots escravizados a viver uma ilusão num sistema
manipulador, somos o rebanho onde algum que saia da regra é eliminado e outro
ocupa o seu lugar. Se vozes se levantam a questionar algo, engolimos sem
contrapor a resposta mais esfarrapada, ou um “não porque não”. Temos de ser
vacinados, registados, monitorizados até nos pensamentos, aliás se forem todos
mentecaptos melhor ainda é mais fácil de os controlar.
Perdeu-se o valor
da vida, dos afectos, das partilhas desinteressadas, da ajuda incondicional. Um
velho vai para um depósito de velhos, uma criança vai para um depósito de
crianças, quando menos trabalho derem os seres incapazes de produzir receita,
melhor. A sociedade tornou-se assustadoramente inconsciente do seu papel humano
é apenas uma máquina bem oleada de fazer dinheiro á custa dos outros, todos
venderam a alma ao dinheiro, ao material, ao artificial. Criaram-se rotinas
nesse sentido e algo que quebre essa rotina é imediatamente um drama mundial e
mais uns comprimidos para o bucho.
Não há tempo para o
pião fora do jogo, dá-se um comprimido para acalmar os nervos, um para dormir e
depois outro para acordar apenas para verificar se ainda respira. Todos os
“velhos reformados” são medicados para a depressão, mesmo que não tenham
nenhuma, ficam mais sossegados, todas as crianças saudáveis que brincam e
correm o dia todo, são medicadas para ficarem 8h sentadas numa secretária, isso
é que é bonito. Quando mais ignorante melhor, não chateia, não questiona, não
pensa. Aliás a capacidade de ter um raciocínio lógico, um pensamento
estruturado deixou de ser comum para ser algo excepcional, nota-se uma brutal
degradação da capacidade mental do rebanho.
Ainda para ajudar á
festa há os que ainda pensam um bocadito e se tornam mestres espirituais, então
recrutam o seu próprio rebanho prometendo essências puras e amor incondicional
com dádivas voluntárias de 30 euros por “missa”. Esses ficam com o ego místico
bem alimentado, com a sensação de serem seres especiais e superiores aos
outros, o pior é quando parte o verniz perante as exigências da vida. Ai lá vai
o anjinho vestir a capa de demo e extravasar a raiva para todos os lados.
Abram a
pestana…este é o momento, depois é tarde demais. O Ser Humano (com Maiúsculas)
é uma espécie em vias de extinção.

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