Enquanto seria suposto estarmos a evoluir estamos claramente
a retroceder.
Esta manhã ao ligar o computador a primeira coisa que vejo é
alguém a ter de justificar a sua “pureza” nacional para ser considerado um
Português legítimo. Esta palavra “pureza” de imediato me rebobina as memórias,
estudadas e não vividas, da segunda guerra, na busca de pureza ariana que acabou
por conduzir ao holocausto onde milhões de judeus foram assassinados apenas por
serem judeus. Nunca pensei presenciar tal coisa na minha vida.
Meus caros, lamento informar mas não há povo mais “rafeiro”
que o português. O nosso território é pequenino e foi assento dos mais variados
povos desde o norte da europa até Africa. Por cá passaram gentes das mais
variadas cores, culturas e religiões, somos o resultado de todos estes povos e
todos deixaram a sua marca genética, não há cá “pureza” por mais que a
procurem, somos uma salada.
Por essa razão somos tradicional e culturalmente um
povo com grande capacidade tanto de se integrar em culturas diferentes, como de
as acolher amigavelmente. Conseguimos olhar para as pessoas como seres humanos
e não a etiquetá-los pela cor da pele, religião ou cultura. Somos um povo do
mundo e não isolado do mundo. Isto é a cultura portuguesa, sou alegremente “rafeira”.
Mas tudo está a mudar com a invasão, não de imigrantes, mas
sim de gangues nacionalistas, ultranacionalistas, neonazis e o raio que os parta que na sua ignorância
acham que são “puros” e lutam por um Portugal isolado do mundo indo contra toda
a essência do que é efectivamente a nossa cultura de tolerância e acolhimento. Agora
sentem-se mais amparados nas suas acções pois têm comparsas com o cu sentado em
cadeiras do parlamento a quem todos nós, gostem ou não, pagamos ordenados
chorudos.
Reparem como são estes a raiz da maior parte da violência que
existe agora em Portugal, seja em jogos desportivos pois estão muito enredados
em claques, por questões ideológicas, de raça, de género ou simplesmente a
passearem bêbados pela rua enquanto agridem pessoas comuns (portugueses ou não)
causando distúrbios por onde passam. A sério que é esta gente que querem em
Portugal? São estes os portugueses mais “puros”? Rafeiros que ambicionam ser puro-sangue
e na sua frustração destilam ódio contra tudo e contra todos? É isso que
ambicionam para o nosso país?
A imigração deve ser regulada? Sim, pois a nossa capacidade
de acolhimento é limitada, não porque os imigrantes são maus. Devem-se adaptar e
respeitar os nossos hábitos sem entrar em conflito com eles e cumprir as leis
do nosso país, caso contrário entra em cena a justiça. Se assim for todos podem
coexistir tranquilamente no mesmo espaço. Isto é Portugal, um entra e sai de
gente. Diversidade é uma riqueza que estes idiotologistas nos querem tirar à
porrada pela sua própria incapacidade de se adaptarem a qualquer coisa que saia dos seus
padrões limitados.
Querem voltar a um regime ditatorial elitista? Pense nisto
antes de dar o seu voto a extremistas.






