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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Sexta-feira 13

 


Um dia do calendário que não é encarado como todos os outros. Porquê? Vamos explorar.

Para alguns, um símbolo de má sorte ou um número assombrado por acontecimentos peculiares.

A vinculação negativa do número 13 vem, pelo menos em parte, pelo antecessor. Em geral, o 12 é um número que caracteriza muitos ciclos:12 signos do Zodíaco, 12 apóstolos de Jesus, 12 deuses de Olimpo. Assim, o 13 representa o fim de ciclo, a transformação. E é isso, muitas vezes, que amedronta.

De um modo geral as pessoas têm uma relação difícil com o desapego, com a finalização de ciclos, o início de uma nova etapa desconhecida. Então, o 13 pode ser um aspeto desafiador nesse ponto — conta Moara Steinke, astróloga e colunista da Revista Donna. No Tarot o arcano nº 13 é a Morte cujo conceito nos leva ao desapego do passado com necessidade de transformação e renovação.

O professor de história Odir Fontoura explica que os primeiros registros da sexta-feira 13 são encontrados em folhetins e em jornais datados do final de 1800:

“A cultura popular da data passa desde a religião, até os mitos e a literatura. Eu diria que é impossível que a gente encontre um momento fundador, mas várias influências contribuíram para que a gente fale sobre ela.”

 

Muitas teorias e fatos presentes na história foram criados para justificar a má sorte do número 13. E quando vira uma data e cai em uma sexta-feira, as teorias de azar se multiplicam.

- A sexta-feira historicamente tem essa bagagem negativa. É na sexta-feira que Cristo morre. Existe uma narrativa da Idade Média que diz que era nas sextas-feiras que as bruxas se reuniam à noite nas encruzilhadas — conta o professor.

- O dia 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, é lembrado pela prisão dos cavaleiros templários na França, reinada por Filipe IV. Como castigo, muitos foram queimados, como o grão-mestre dos templários, Jacques de Molay, que morreu em frente a catedral de Notre Dame.

 

Superstições de sexta-feira 13:

Segundo as superstições mais conhecidas, as pessoas não devem passar por baixo de escadas, partir espelhos ou abrir um guarda-chuva dentro de casa, sentar 13 pessoas numa mesa, cruzar talheres, tudo para evitar a má sorte. Outras crendices como não cruzar com um gato preto, no entanto, impactam em riscos aos felinos, especialmente neste dia.

Receio de gatos pretos: na Idade Média, os pequenos felinos eram associados ao azar pela sua pelagem escura. O preto sempre esteve ligado às trevas, à ausência da luz, que era associada ao divino.

Espelho partido: a crença dos sete anos de azar é herança dos romanos. Na Antiguidade, "adivinhos" enchiam um recipiente com água para prever o futuro das pessoas. O indivíduo olhava para o seu reflexo: se o copo partisse, era um péssimo presságio. Os setes anos foram um bônus dos romanos, que acreditavam que a renovação da vida do ser humano acontecia durante esse período. Passado o tempo, a pessoa estava livre da "maldição"

Derrubar sal: durante o Império Romano, o sal era uma mercadoria muito valiosa por preservar os alimentos, mas consegui-lo era difícil. Por isso, os comerciantes inventaram essa superstição – para evitar prejuízo e desleixo com o produto

Não abrir o guarda-chuva dentro de casa: o uso de guarda-chuva ficou popular durante a Era Vitoriana, século 19. Os primeiros tinham mecanismos pontiagudos que poderiam causar sérios ferimentos a alguém. Para evitar problemas, as pessoas começaram a espalhar que abri-los dentro de casa era sinônimo de azar

Entrar com o pé direito: mais uma herança romana. O anfitrião da casa pedia aos convidados para entrarem com o pé direito. Segundo o costume, isso evitaria que algo de ruim acontecesse na casa ou em algum evento que estivesse sendo realizado

Passar por baixo da escada: para a Igreja Católica, a forma geométrica da escada representa a Santíssima Trindade: passar no meio dela quebraria o equilíbrio entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os egípcios também acreditavam na relação entre o triângulo e seus deuses

Deixar o chinelo com a sola para cima poderia matar a mãe da casa: criada nos anos 1960, quando muitas ruas ainda eram feitas de barro, essa superstição foi possivelmente uma "ajudinha" para as donas de casa que sempre pediam para as crianças tirarem os sapatos antes de entrar

Colocar a mala no chão: acreditar que isso faz o dinheiro acabar está ligado à ideia de que os demônios habitam "nosso chão" e, por isso, "passariam a mão" na sua fortuna.

Sentar 13 pessoas à mesa: Na última ceia estavam 13 pessoas à mesa e 1 traiu Jesus. Simbolicamente, os cristãos associam 13 pessoas à mesa à traição e à maldição de morrer a pessoa mais nova da mesa. Mas também na mitologia Nórdica, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses.

Amuletos para trazer sorte na sexta-feira 13

Ferradura: diz a lenda que um ferreiro inglês, a pedido do cliente, colocou ferraduras nos pés do seu freguês. Ao perceber que o indivíduo era o diabo, fez com que o serviço fosse o mais doloroso possível até a entidade pedir clemência. Desde então, quem coloca uma ferradura na porta de casa está protegido contra os maus espíritos

Pé de coelho: não se sabe ao certo quando começou. Pode ter vindo do Hoodoo, uma forma tradicional de magia popular afro-americana que relacionavam o animal com bons presságios

Trevo de quatro folhas: acredita-se que seus "poderes" estejam relacionados à sua raridade na natureza. Muitas culturas também associavam sorte ao número 4, que também representa os pontos cardeais, as estações do ano e os elementos terra, ar, fogo e água. Estrutura e harmonia.

Boa sexta-feira 13.


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