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sábado, 14 de setembro de 2024

Um país que não se governa

 


Bem-vindo à finisterra, um país lindo à beira mar plantado com paisagens deslumbrantes e um povo acolhedor. Em tempos passados foi um grande império, nos dias de hoje um desgoverno sem ponta por onde pegar.

Desde o funcionário publico, com cara de poucos amigos que nos atende com enfado enquanto pede a assinatura do titular perante a sua certidão de óbito, até um presidente da república com o cognome “presidente dos afetos” que sorri incessantemente para as selfies dos fãs saltitando de festa em festa e se refere a si próprio na terceira pessoa. Somos também presenteados com um primeiro-ministro sem controlo do rebanho que para se fazer notar, em plena missão de salvamento e resgate no Douro, se mete num bote para ver as operações bem de perto e ainda atrapalhar mais um bocado. Uma procuradora geral da republica que do alto do seu trono informa que tudo o que faz é perfeito e não tem de dar explicações à plebe; o da defesa anseia conquistar Olivença aos espanhóis, para o da educação o problema são os telemóveis, a oposição serve para ser contra tudo, empatar as decisões, fazer referendos sobre a imigração e interrogar uma data de gente para qualquer coisa que ainda não percebi. Até o rei da Madeira e o seu capanga da proteção civil vão de férias para Porto Santo enquanto o seu reino literalmente pega fogo e afirma que está tudo a correr de forma fantástica enquanto o povinho e meia dúzia de bombeiros tentam salvar o possível. Ocupam o tempo a sacudir a água do capote e atribuir culpas por tudo o que funciona mal em vez de agirem para resolver os problemas de forma eficaz. Naturalmente, para algo ser feito é fundamental reconhecer que existe um problema, o que é raro. Nós vemos o caos, eles afirmam que está tudo bem, devemos viver em países diferentes.

Entretanto: Os prisioneiros fogem da cadeia pendurados em lençóis, as gravidas é melhor irem parir a Espanha porque por cá não se safam, os alunos vão para as aulas brincar nos recreios pois não têm professores, os incendiários levam um ralhete e saem alegres e felizes para continuar o serviço, a Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna é facilmente assaltada por falta de segurança, as regras de prevenção a incêndios são puramente decorativas, processos por corrupção e roubo executados por maiorais arrastam-se no tempo até prescreverem. E por ai fora… um rol de eventos demonstrativos do desgoverno. A Justiça não funciona, a saúde não funciona, a educação não funciona, a segurança não funciona, o desrespeito pelos portugueses que pagam impostos para alimentar esta cambada, funciona na perfeição.

A sensação é de tristeza, impotência e insegurança, somos constantemente roubados e enganados por habilidades de oratória que na prática não se manifestam em ações concretas. Muita parra e pouca uva. É urgente alguém sensato que ponha mão neste desgoverno, na república de bananas em que Portugal se tornou e ponha ordem nisto.


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