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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Igualdade ou Separatismo - Reflexão.

 


Nos dias de hoje é muito frequente depararmo-nos, especialmente nas redes sociais, com grupos específicos para um género de seres humanos. Acharia tudo certo se os grupos abordassem temas relacionados com situações exclusivas a esse género, mas não é o que constato. Vejamos alguns exemplos: Grupo de mulheres escritoras; Grupo de mulheres empreendedoras, grupo de mulheres independentes, grupo de mulheres motard, grupo de mulheres Benfiquistas e contínua por ai fora. Se pesquisar em grupos com a palavra “Homem”, ou surge grupo de “mulheres e homens” ou de engate (Homens carentes, Homens lindos, etc), mas são pouco diversificados.

Fico a pensar aqui com os meus botões qual a vantagem de criar clubes da Luluzinha ou do Bolinha para temas que não são específicos para um único género. Não seria muito mais produtivo partilhar ideias e experiências com seres humanos de qualquer género ou ideologia que actuam na mesma área? O que interessa para o caso se o individuo é homem, mulher ou outro qualquer?

Associo esta necessidade de afirmação feminina ao movimento pela igualdade, para a equidade de salários e oportunidades profissionais após tanto tempo de subjugação ao patriarcado. No entanto não me parece que uma luta pela igualdade se resolva com estratégias de separatismo, é contraditório com aquilo que se pretende, não me parece o caminho certo.

Estamos cheios de rótulos, mini clubes repletos de especificidades que acabam com a riqueza da diversidade. No extremo, os filtros serão tantos que seremos indivíduos únicos no seu próprio clube isolados do mundo.

O que pensa do assunto? Tem outra perspectiva? Partilhe-a, várias cabeças pensam melhor do que uma.

domingo, 5 de maio de 2024

Egos obesos, mentes anoréxicas

 


Uma patologia bem actual que se dissemina a uma velocidade alucinante na sociedade. Facilmente observada nas intervenções em redes sociais sob a forma de bulling quando existem pensamentos ou opiniões divergentes; nas tentativas de “evangelizar” o próximo mostrando como o próprio é um exemplo de moral e bons costumes; nas selfies de rabos, abdominais e mamocas que os anunciam como melhores reprodutores ou nas exibições de intelectos imaculados.

“Eu sou bom porque tu és mau” é a formula mais comum de identificar um ego obeso, cheio de si que serve de camuflagem para as suas próprias frustrações, inseguranças e medos. Rapidamente ataca quando confrontado com as suas próprias contradições e morde-te se dáz (erro propositado) um erro ortográfico. A todo o custo te procura humilhar e espezinhar para que se sinta numa posição superior e seja o próprio a receber aplausos do rebanho, ficam ali agarrados ao osso até que o outro seja humilhado e apedrejado em praça pública.

No verso da medalha encontra-se uma mente anoréxica que se esconde por trás do ecrã cheia de dó de si própria, frustrada com a vida, que não consegue encontrar o seu próprio valor individual. Necessita do reconhecimento exterior e do sangue da sua vítima para se alimentar, tal como um vampiro. Sem isso seria apenas um ser dormente sem propósito, sem objectivos ou sonhos a realizar, ansiando por uma vida vivida que não consegue alcançar. A nível quase subconsciente paira a frase “Se eu não consegui, tu também não o conseguirás e vou fazer o que estiver ao meu alcance para sabotar o teu propósito e te tirar o sorriso da cara”. Buscam o seu lugar de poder de forma cruel, sem nenhuma demonstração de empatia ou cuidado para não ferir o outro, são implacáveis e brutais. Perigosos para os mais susceptíveis e impressionáveis.

Na minha opinião a melhor arma contra estes agressores é o silêncio, não ripostar pois ao faze-lo estamos a dar-lhe sangue, mas ele é insaciável, não vale a pena, além de que gastamos o nosso precioso tempo. Nem sempre consigo manter este silêncio, também tenho ego e com ele a dificuldade em engolir alguns sapos e deixar-me ficar quieta. Vou treinando e quando consigo é recompensador. Fica a dica.

Verdade que também estou a ser implacável, escrever é a minha forma de conseguir o silêncio libertando as minhas vontades.

Somos Rafeiros, gostem ou não.