Nos dias de hoje é muito frequente depararmo-nos,
especialmente nas redes sociais, com grupos específicos para um género de seres
humanos. Acharia tudo certo se os grupos abordassem temas relacionados com
situações exclusivas a esse género, mas não é o que constato. Vejamos alguns
exemplos: Grupo de mulheres escritoras; Grupo de mulheres empreendedoras, grupo
de mulheres independentes, grupo de mulheres motard, grupo de mulheres Benfiquistas
e contínua por ai fora. Se pesquisar em grupos com a palavra “Homem”, ou surge
grupo de “mulheres e homens” ou de engate (Homens carentes, Homens lindos, etc),
mas são pouco diversificados.
Fico a pensar aqui com os meus botões qual a vantagem de
criar clubes da Luluzinha ou do Bolinha para temas que não são específicos para
um único género. Não seria muito mais produtivo partilhar ideias e experiências
com seres humanos de qualquer género ou ideologia que actuam na mesma área? O
que interessa para o caso se o individuo é homem, mulher ou outro qualquer?
Associo esta necessidade de afirmação feminina ao movimento
pela igualdade, para a equidade de salários e oportunidades profissionais após
tanto tempo de subjugação ao patriarcado. No entanto não me parece que uma luta
pela igualdade se resolva com estratégias de separatismo, é contraditório com aquilo
que se pretende, não me parece o caminho certo.
Estamos cheios de rótulos, mini clubes repletos de especificidades
que acabam com a riqueza da diversidade. No extremo, os filtros serão tantos
que seremos indivíduos únicos no seu próprio clube isolados do mundo.
O que pensa do assunto? Tem outra perspectiva? Partilhe-a,
várias cabeças pensam melhor do que uma.

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