Translate

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Somos Rafeiros, gostem ou não.

 


Enquanto seria suposto estarmos a evoluir estamos claramente a retroceder.

Esta manhã ao ligar o computador a primeira coisa que vejo é alguém a ter de justificar a sua “pureza” nacional para ser considerado um Português legítimo. Esta palavra “pureza” de imediato me rebobina as memórias, estudadas e não vividas, da segunda guerra, na busca de pureza ariana que acabou por conduzir ao holocausto onde milhões de judeus foram assassinados apenas por serem judeus. Nunca pensei presenciar tal coisa na minha vida.

Meus caros, lamento informar mas não há povo mais “rafeiro” que o português. O nosso território é pequenino e foi assento dos mais variados povos desde o norte da europa até Africa. Por cá passaram gentes das mais variadas cores, culturas e religiões, somos o resultado de todos estes povos e todos deixaram a sua marca genética, não há cá “pureza” por mais que a procurem, somos uma salada.

Por essa razão somos tradicional e culturalmente um povo com grande capacidade tanto de se integrar em culturas diferentes, como de as acolher amigavelmente. Conseguimos olhar para as pessoas como seres humanos e não a etiquetá-los pela cor da pele, religião ou cultura. Somos um povo do mundo e não isolado do mundo. Isto é a cultura portuguesa, sou alegremente “rafeira”.

Mas tudo está a mudar com a invasão, não de imigrantes, mas sim de gangues nacionalistas, ultranacionalistas, neonazis e o raio que os parta que na sua ignorância acham que são “puros” e lutam por um Portugal isolado do mundo indo contra toda a essência do que é efectivamente a nossa cultura de tolerância e acolhimento. Agora sentem-se mais amparados nas suas acções pois têm comparsas com o cu sentado em cadeiras do parlamento a quem todos nós, gostem ou não, pagamos ordenados chorudos.

Reparem como são estes a raiz da maior parte da violência que existe agora em Portugal, seja em jogos desportivos pois estão muito enredados em claques, por questões ideológicas, de raça, de género ou simplesmente a passearem bêbados pela rua enquanto agridem pessoas comuns (portugueses ou não) causando distúrbios por onde passam. A sério que é esta gente que querem em Portugal? São estes os portugueses mais “puros”? Rafeiros que ambicionam ser puro-sangue e na sua frustração destilam ódio contra tudo e contra todos? É isso que ambicionam para o nosso país?

A imigração deve ser regulada? Sim, pois a nossa capacidade de acolhimento é limitada, não porque os imigrantes são maus. Devem-se adaptar e respeitar os nossos hábitos sem entrar em conflito com eles e cumprir as leis do nosso país, caso contrário entra em cena a justiça. Se assim for todos podem coexistir tranquilamente no mesmo espaço. Isto é Portugal, um entra e sai de gente. Diversidade é uma riqueza que estes idiotologistas nos querem tirar à porrada pela sua própria incapacidade de se adaptarem a qualquer coisa que saia dos seus padrões limitados.

Querem voltar a um regime ditatorial elitista? Pense nisto antes de dar o seu voto a extremistas.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Somos Rafeiros, gostem ou não.