O “Amor Incondicional”,
mais uma treta new age. Fazem ideia do que é isto? Amor sem condições, sem
retorno, amar tudo e todos incondicionalmente mesmo que te prejudiquem, que te
faça mal e cause sofrimento. O Amor humano é totalmente condicional, nem que
seja por puro instinto de sobrevivência. Vais amar um agressor, um assassino,
uma pessoa que destruiu a tua vida, és capaz?
Posso também
falar de “Namastê” um cumprimento Yogi, utilizado dentro de um sistema muito
específico de crenças e que agora foi vulgarizado. Significa “O Deus que existe
em mim reconhece o Deus que existe em ti”. Será que reconheces? Que Deus existe
em mim? Diz-me pois eu não sei, nem o meu, nem o teu. Respeitas-te e
respeitas-me como se fosse Deus? Não acredito, não sinto isso.
“Viver em plena
partilha”, ahahaha é hilariante. Vamos então viver nesses termos. Deixa de
existir propriedade privada, tudo o que é teu é meu também, a casa, o carro, a
roupa, o dinheiro, a comida. Bora lá havia de ser giro, nem uma semana dava
para andar tudo à pancada.
Se há coisa que
eu aprecio é um ser genuíno, verdadeiro, sem chavões ou máscaras que reconhece
tanto as suas imperfeições como as suas virtudes e vive bem consigo próprio
apenas sendo honesto consigo e com os outros. Percebe que não tem amor
incondicional, nem reconhece o Deus no outro e que sabe algumas coisas e ainda
tem muitas outras para saber, aprendendo e experienciando a própria vida. Não
tem a ambição de ser perfeito, nem faz disso uma luta diária, irrita-se, berra,
chora, reclama e também ri alegremente, brinca, erra e vai à aventura. Tira a
máscara de “candidato à perfeição” e apenas É fiel ao que sente a cada momento.
Dentro destes
chavões e muitos outros criou-se um dogm
a de “espiritualidade” no qual para
seres aceite no grupo tens de obedecer a certos padrões de comportamento, usar
um vocabulário específico e vestir uma máscara adequada que na maioria das
vezes nada tem a ver com aquilo que és realmente, apenas uma fachada para
agradar e ser aceite no grupo. Uma trabalheira chata e mentirosa que te faz
andar todos os dias a correr atrás de uma perfeição que não existe, a excluir
os quem não seguem esse padrão, sempre com uma “desculpabilização” pêlos teus
próprios actos e com mais umas frases feitas: “Afastei-me de certas pessoas que
bloqueavam a minha evolução espiritual”, “A minha vibração não me permite
frequentar certos ambientes”, “Quebram a minha harmonia espiritual”. Balelas,
balelas, balelas. É apenas, falsa humildade, falta de escrúpulos, auto-enganos
e narcisismo, nada mais que exuberância do ego espiritualista.
Como gosto de
gente a sério!

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