Desde sempre o
arco-íris somboliza alegria e esperança, é a bonança depois da tempestade, o
passar dos raios de sol entre as gotas de chuva.
De acordo com o
folclore da Irlanda, no fim do arco-íris existe um pote de ouro. Mas, como
sabemos é impossível chegar ao final do arco-íris apenas caminhando na sua
direção. O lugar não é alcançado assim. É preciso antes encontrar o duende que
esconde lá os seus tesouros, e negociar o pote com ele. Foi o que aconteceu,
certa vez, a um rapazinho muito humilde...
A família era muito
pobre, desde que o pai morreu, a mãe lutava para sustentar todos os filhos e
pagar todas as dívidas que tinham e só pareciam aumentar. Um dia, pediu que o
mais velho fosse até o rio pescar alguns peixes para o jantar. Mas chegando
perto do rio, viu um movimento estranho perto de um arbusto. Seria um coelho?
Sua mãe poderia fazer um assado delicioso se fosse... Mas não era! Era ainda
melhor! De costas para o menino, remendando um colete verde, estava o
Leprechaun. O rapaz não teve dúvidas, esticou o braço devagar e pegou a
criatura! Um fato sobre duendes que eu não mencionei... Quem captura o
Leprechaun, dizem, tem direito a um pedido ou pergunta. O menino sabia que o
Leprechaun era cheio de truques e sabia como fugir das pessoas. "Onde fica
o tesouro?", perguntou. "No final do arco-íris!", respondeu o
duende, desaparecendo logo em seguida.
Ele ficou muito
triste. Já anoitecia e ele voltaria para casa de mãos vazias, sem o pote de
ouro e mesmo sem os peixes que a mãe havia pedido. Chegando em casa, o rapaz
apressou-se em contar para a mãe e para os irmãos pequenos que apanhara o
Leprechaun, mas fora enganado. "Eu sei qual foi o seu erro.", disse a
mãe. O menino olhou intrigado. "Você fez a pergunta errada. Ele respondeu
e foi embora. Se algum dia o pegar outra vez, não se assuste, apenas peça para
ele te levar diretamente para o pote de ouro."
Algum tempo depois,
o menino pescava naquele mesmo rio, quando viu um movimento estranho naquele
mesmo arbusto. Lá estava o Leprechaun! Ele esticou o braço, segurou firme e
decidiu que não soltaria por nada, lembrando-se das palavras da mãe. "Olá
outra vez, rapazinho!" O duende olhava para ele com uma expressão
maliciosa. "Desta vez você não me engana! Leve-me até o pote de
ouro!", o menino pediu. O Leprechaun ainda tentou se esquivar, fazendo
cara de susto e gritando "corra, vem aí um touro bravo!", mas o rapaz
não se deixou enganar. "Já disse o que quero, o pote de ouro, ou não te
vou soltar!". O Leprechaun suspirou... "tudo bem, você venceu."
E sobre o rio apareceu um arco-íris, o pote de ouro bem aos pés do menino. Em
seguida, o Leprechaun desapareceu. O menino pegou o pote e foi para casa. Sua
família pagou todas as dívidas e teve uma vida de fartura, pois o pote nunca se
esvaziava.
Pegue uma folha de
papel e desenhe um grande pote. Agora preencha-o com palavras, desenhos e
recortes daquilo que significa para si a abundância, o que não pode faltar na
sua vida. O pote de ouro não nos faz pensar apenas na riqueza material, mas
também nas riquezas do mundo interior, nos bons sentimentos e na presença de
pessoas especiais na nossa vida... O que tem dentro do seu "pote de
ouro"?
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